sexta-feira, 7 de maio de 2010

COTAS, PRA QUE?

Atualmente nas universidades sobre o fim do sistema de cotas. Eu olhei e pensei "finalmente estão tomando vergonha na puta da cara". Não sou racista, sou racional.

O que é alegado é que o Estado Brasileiro tem uma imensa dívida social com os negros, índios e outros segmentos sociais. A pergunta principal é: temos mesmo? Quando eu aplico uma prova na escola aonde dou aula sempre perguntam se é de consulta, é em dupla ou se é multipla escolha. Por que não pedem para que seja do mesmo nível que é aplicado em escolas de renome ou preparatórias para vestibulares?

Existe sites com links para downloads de livros, apostilas, video-aulas, simulados e todo e qualquer recurso didático que daria o equilibrio para o menos afortunado economicamente e dependendo do esforço individual, pode muito bem estar entre os melhores colocados em qualquer universidade pública. Aonde está então o desiquilibrio?

Quando eu obter as respostas das perguntas acima e que provem que os negros são incapazes de serem intelectuais, eu serei o primeiro a defender o sistema de cotas, mas a verdade é que NÃO EXISTE DIFERENÇAS GENÉTICAS ENTRE NEGROS, BRANCOS, INDÍGENAS OU ASIÁTICOS, apenas diferenças do tipo de manifestação dos genes, ou seja, as proteínas que cada código genético é capaz de ser expressado. Genes que são relativos ao grau de inteligência e genialidade não estão ligados no mesmo cromossomo que indica o percentual de melanina.

Já chega desta hipocrisia racial. Um tempo atras eu li que se todos estiverem num mesmo patamar de conhecimentos, pela dedicação é destacado dos demais. Então ao invés de colocar esparadrapo em um tumor, façam o que se deve ser feito. Cobrem dos governantes uma postura de investimento na educação e insentivo do estudante na escola. Estudantes que encarem o local aonde estão como um passaporte para uma melhoria pessoal e não peçam facilidades e mordomias, encarem desafios e encarem com naturalidade. Este sistema de cotas só serve pra mostrar o quanto somos incapazes de resolver os problemas básicos, tanto da parte dos governantes quanto dos interessados em uma vaga em uma universidade e não querem ter tanto esforço.

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